N° 363 : “CRESCEM OS EVANGÉLICOS… E DAÍ?”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 29 de Junho de 2025

“Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18.8, ARA).

O número de evangélicos, no Brasil, saltou de 21,6% para 26,9% em dez anos. Este foi um dos destaques escolhido por certos veículos de mídia em nosso país, quando da recente publicação dos resultados do censo religioso, efetuado em 2022. O tom de algumas dessas publicações foi de certo triunfalismo; especialmente por comparar o crescimento percentual de “evangélicos” com o decréscimo de católicos: de 65,1% para 56,7%, no mesmo período.

Cada um faz a pergunta que quiser em primeiro lugar, sobre essa estatística; para si mesmo ou publicamente. A pergunta que eu faço é: E DAÍ? Evangélicos cresceram em percentual em torno de 25% entre os dois últimos recenseamentos, certo? Certo! E DAÍ? Será que existe algo realmente para celebrar? Celebrar números? Celebrar estatística?

Quando se constata, em grandes proporções do contingente evangélico nacional da atualidade, alguns problemas sérios, profeticamente preditos na Escritura, realmente há que se perguntar: celebrar o que? Pensemos, por exemplo, no sermão profético de Jesus, em Mateus 24. Será que a maioria dos evangélicos no Brasil está crescendo e se edificando no evangelho, na Palavra de Deus, ou está se contaminando com os “manjares mundanos”? Será que o amor de muitos dentre nós – evangélicos – está crescendo, ou será que está esfriando? Será que estamos cada vez mais atentos aos sinais dos nossos tempos, esperando e apressando o dia da vinda do Senhor, ou será que estamos cada vez mais inebriados com os atrativos deste mundo? Será que estamos vigiando, quanto mais vemos que o Dia se aproxima, ou será que estamos distraídos com tudo que cria mais apetite nos nossos interesses? Será que, crescendo em números e percentuais, estamos contribuindo para desmentir a predição de Jesus [como se fosse possível], quando disse – “quando vier, pois, o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lc 18.8), ou será que estamos contribuindo cada vez mais para a concretização desta verdade? Será que estamos cada vez mais comprometidos em combater e vencer o pecado, ou será que estamos cada vez mais sucumbindo ante o pecado?

São perguntas para as quais é de se temer que a maioria das respostas esteja na segunda hipótese, não na primeira. E, não seria surpresa, pois foi exatamente isto que foi profetizado. Então, mais uma vez se levanta a pergunta, diante da estatística de crescimento evangélico: estamos crescendo nos dados que realmente importam para Deus, ou apenas aumentando estatística sem valor?

Que nos fale de novo, em alto e bom som, o profeta Oséias: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra… Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos” (Oséias 6:3,6, ARA).

A mensagem musical de hoje foi ‘inspirada’ no texto de II Crônicas 7.14. Primeiro templo! Uma palavra do próprio Deus, dirigida ao povo sob a liderança de Salomão, num momento singular da sua história. Por ela, Deus afiançou bênçãos e redenção quando, ao afastar-se o povo do Seu reto caminho, quando enveredasse pelo pecado, buscasse a face de Deus, retomando a atitude de integridade e temor ante Seus olhos.

Canta o quarteto Vozes da Liberdade.

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ACRF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional