Author Archives: efrata

CD ” HINOS DE LUZ”

Capa-Hinos-de-Luz-HD

Canções:

1 – Castelo Forte ( Instrumental ) 

2 – Saudade do Céu

3 – Ele é meu e também Teu Senhor

4- Lugar para ti

5- Jesus, Nosso Abrigo

6- O Amigo Certo na Hora Certa

7- Na Cidade de Luz

8- Na Cruz Morri por Ti

9- Jesus de Nazaré

10- Nossa Missão

11- Jesus é Melhor

12- E o Meu Salvador me Achou

13- Meu Nome em Suas Mãos

14- Hino da Glória

 

Classificação : Música; Hinos evangélicos

Seleção de trilhas sonoras de bom gosto em termos de hinologia evangélica

Voz : Josafá Vasconcelos e Sebastião Guimarães Costa Filho

Produção e instrumento : Danilo Santana e Paulo Sérgio Silva

Nova edição : Efrata Publicações e Distribuição

Expedição em até 3 dias após a compra.

Descontos de até 25%, conforme critérios de pedidos

adquira

CD “O NOME DE JESUS”

CD-O-Nome-de-Jesus

 

Canções:

1- O Nome de Jesus

2- João 2:16

3- Noite Terra

4- O Natal

5- Canção de Pedro

6- Nicodemos

7- Canção de Marta

8- Acusadores

9- Condenação

10- Que é este Homem?

11- Getsêmani 

12- Pilatos

13- Ressureição

14- Para Sempre ( A Grande Comissão )

 

Classificação : Música; Hinos evangélicos

Seleção de composições evangélicas contemporâneas

Compositor : Idail Júnior (com participação de João Alexandre e outras vozes e instrumentos)

Produção : Idail Júnior e João Alexandre

Distribuição : Efrata Publicações e Distribuição

Descontos de até 25%, conforme critérios de pedidos

adquira

CD “VEREDAS – Justo”

CD Veredas - Justo 300

 

Canções:

1- Águas

2- Esperar em Deus

3- Justo

4- Perfeita Paz

5- Toma A Minh'Alma

6- Novo Tempo 

7- Provérbios da Amizade

8- Bênção

9- Dar-lhes-ei um só Coração

10- Oração de Davi

11- Em Paz Me Deito

12- Firme nas Promessas (bônus)

 

Classificação : Música; Hinos evangélicos

Seleção de composições evangélicas contemporâneas

 

Compositor  : Hildemar Rodrigues Falcão Júnior (Grupo VEREDAS)

Produção  : Hildemar Rodrigues Falcão Júnior

Distribuição : Efrata Publicações e Distribuição

Descontos de até 25%, conforme critérios de pedidos

adquira

Olá, mundo!

Bem-vindo ao WordPress. Esse é o seu primeiro post. Edite-o ou exclua-o, e então comece a publicar!

N° 217 – “PAIXÃO”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 23 de Agosto de 2015

“Poxa, não basta somente pegar um autógrafo; tem que marcar, como recordação, pro resto da vida!”… Quem disse isto, nesta mesma semana, foi um empresário, torcedor fanático de um dos clubes de futebol da capital mineira, e fã incondicional de um dos atletas do clube. Pela primeira vez na vida, ele foi ao centro de treinamento do clube, e se aproximou do atleta, para pedir o autógrafo. Aí, veio o pensamento, o de gravar para sempre o autógrafo. Então, resolveu rapidamente: pediu o autógrafo, a caneta, na panturrilha da perna; obtido, correu até um tatuador, que transformou a marca grafada a tinta de caneta em tatuagem.

 O que faz um torcedor de futebol tomar uma atitude assim? Paixão das mais fortes, não? Por este tipo de paixão, que costuma passar de pai para filho, de avô para neto, de tio para sobrinho, de geração a geração, há inúmeras ilustrações reais entre torcedores de esportes. Nos Estados Unidos, se não é basquetebol, é beisebol; se não é beisebol, é futebol americano. Já entrei no quarto de um adolescente norte-americano onde era difícil decifrar a cor da parede, de tantas fotos, e também de tantos pôsteres de seus ídolos esportivos que havia. Aqui no Brasil, a primeira paixão costuma ser futebol (soccer) mesmo; já a segunda paixão costuma ser… futebol também; quanto à terceira paixão, bem, que tal arriscar futebol de novo?

Já pensou se também fosse assim também o ardor amoroso de um cristão pelo seu Senhor? A verdade, mesmo, é que até entre cristãos que dizem ser cristãos verdadeiros, costuma ser mais fácil detectar sua paixão futebolística, do que detectar sua paixão por Cristo, pelo evangelho, pelos assuntos do Reino de Deus! Mais gente, entre seus amigos, ou suas amigas, tem a facilidade de perceber sua paixão esportiva, do que pelo autor de sua salvação eterna. Essa paixão costuma ficar estampada no seu vestuário, no seu quarto, no seu carro, nas suas postagens de redes sociais, na sua agenda semanal, na sua mochila, nos seu boné, nos seus apetrechos pessoais, nos seus diálogos mais corriqueiros.

 Mas, e quanto a Cristo, ao evangelho, à Palavra de Deus, aos interesses do Reino de Deus? E quanto Àquele que pagou um preço impagável, com sangue precioso, pelo seu livramento das labaredas eternas do inferno, e do “tridente candente” do diabo? Bem, se os três primeiros lugares de suas paixões pertencerem a assuntos como o futebol, nem dizer que ficam para segundo plano se pode… Talvez, de “quarto plano” prá trás… Talvez até pense – “já faço a minha parte: vou à igreja ao menos uma vez por semana [aos domingos], entrego dízimos e até ofertas, batizei todos os meus filhos. Meu nome está no rol da mocidade…”

 A propósito, que tal alguns lembretes de relevância? O primeiro, dentro muitos, tiro do Antigo Testamento: “…que é que o Senhor, o seu Deus, lhe pede, senão que tema o Senhor, o seu Deus, que ande em todos os Seus caminhos, que o ame e que sirva ao Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma…?” (Deuteronômio 10.12, NVI). E antes que alguém pense que, por ser do Antigo Testamento, ficou superado, lembro que o próprio Senhor Jesus assim enunciou o primeiro grande mandamento: “E amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas as forças” (Marcos 12.30, BCF). Este segundo lembrete eu tiro do Novo Testamento, dentre tantos outros que lá se encontram. Cito no texto católico da tradução de Figueiredo, mas se você consultar em qualquer outra tradução do texto original, nada muda, essencialmente.

 Veja uma coisa: na mensagem anterior (“Farelo”), falei sobre o imensurável, inesgotável e insuperável amor de Deus. Não é curioso, e ao mesmo pertinente, que agora retrate o amor a Deus? Neste caso, tomo a palavra “paixão”, que pode até acomodar conotações reprováveis, como um termo estimulante. Seres humanos conseguem cultivar no íntimo, e até externar em público, paixões profundas… Como o empresário mineiro, pelo seu clube e pelo seu ídolo… Para ele, teve que eternizar, para que todo mundo percebesse… Mas, quem tem mais motivos para cultivar uma ‘paixão’ assim, senão quem deve a sua própria vida neste mundo, e a vida no eterno porvir, àquEle que muito mais é, muito mais fez e faz (e ainda fará), e que tem palavras de vida eterna, que nenhum outro tem? 

 O compositor que nos deixa a mensagem de hoje teve, para sua mensagem, uma tradução muito adequada, interpretada pelo Grupo Prisma Brasil:
“Para ser o que queres que eu seja, ó Deus
Que o mundo possa ver a imagem de teu Filho, ó Deus…” 

Ouça, com nosso AudioPlayer online:

PARA SER O QUE QUERES QUE EU SEJA, Ó DEUS] TO BE WHAT YOU WANT ME TO BE, DEAR LORD (1972)
Donald [Don] John Wyrtzen (1942…)

AudioPlayer online (Controle de volume à direita)

Boa semana,
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br 
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 216 – “FARELO”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 16 de Agosto de 2015

“Farelo” é uma palavra que vem do latim: vem de “far”, que significa trigo; farelo é a migalha desprezível do trigo, depois que se extrai o grão, a parte considerada nobre. Desprezível, não! Porcos comem farelo, não só de trigo, mas de vários cereais e de folhas… Daí o ditado: “quem com porcos dorme, farelo come”… Ademais, não deveria ser tão desprezível assim, dada a quantidade de bons nutrientes que se tem descoberto no farelo, inclusive do arroz. 

Assim foi encontrado um grupo de pelo menos 30 trabalhadores, em pleno século 21, em certa região brasileira. Trata-se de um dos quatro municípios da costa norte piauiense, que perfazem os 66 quilômetros do seu curto litoral. Os trabalhadores foram flagrados numa blitz do Ministério Público, no município de Luís Correia. Contratados a trabalho típico de semi-escravidão, eram operários da colheita da palha da carnaúba. Quem nunca apreciou um mármore ou um granito bem polido e brilhante? Pois, saiba que pode estar custando o sangue de gente explorada, como os que foram encontrados na fazenda piauiense: a cera da carnaúba é comumente usada para o polimento na indústria de marmoraria, além de muitas outras utilidades. O “alojamento” daqueles trabalhadores era também abrigo de porcos: porcos no chão, farelos espalhados, operários dormindo pendurados em redes sobre eles, com seus pertences também pendurados ao telhado.

 Que situação ilustrativa! Faz lembrar um discurso do Mestre Divino: “Um homem teve dois filhos. E disse o mais moço deles seu pai: Meu pai, dá-me a parte da herança que me toca. E ele repartiu entre ambos os haveres. E, passados não muitos dias, entrouxando tudo o que era seu, partiu o filho mais moço para uma terra muito distante, num país estranho, e lá dissipou a sua herança, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sucedeu haver naquele país uma grande fome e ele começou a necessitar. Retirou-se, pois, dali, e acomodou-se com um dos cidadãos daquela terra, que o mandou aos seus campos, para guardar os porcos. Desejava ele encher a sua barriga dos farelos que os porcos comiam, mas ninguém lhos dava. Até que, tendo entrado em si, disse: Quantos jornaleiros há na casa de meu pai, que têm pão em abundância, e eu, aqui, pereço à  fome!” (Lucas 15.11-17, BCF, atualizado). Triste! Triste demais!

 Esta narrativa é chamada de “parábola do filho pródigo”; mas, bem que poderia ser chamada de “parábola do pai longânimo”, porquanto o personagem que merece o maior destaque é o pai amoroso e longânimo, não o filho perdulário. Dormir entre os porcos, como os operários piauienses da carnaúba, já é suficientemente degradante. Passar fome a ponto de comer farelo, lavagem, que aos porcos era dado, degradação multiplicada. Aquele moço errou várias vezes: primeiro, pedindo antecipação de herança, desprezando o amor e o provimento paternos; a Bíblia diz: “A posse antecipada de uma herança no fim não será abençoada” (Provérbios 20.21, ARA). Errou, também, sendo gastador; errou, ainda, demorando-se a cair em si… Mas, um dia caiu na realidade, lembrou-se do seu lar e do seu pai, e reconheceu que de onde saíra jamais deveria ter saído. Ensaiou dizer ao pai, e praticamente disse, conforme Jesus ilustra em palavras: “Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros” (Lucas 15:18,19, ACF). E foi-se a ele…

 O fato é que o pai daquele moço, quando o avistou ainda longe, correu, abraçou-o, beijou-o, e restituiu-lhe a dignidade de filho. Que retrato é esse? É o retrato do amor divino, que, de um auto-renegado, troca farelos suínos por finos manjares (vejaIsaias 55.2); troca farrapos de vestimenta por vestiduras brancas de alvura celestial (veja Apocalipse 3.18), que troca o descalço dos pés da escravidão pelos calçados firmes e seguros do evangelho da paz (veja Efésios 6.15), e que troca, por fim, a humilhação malcheirosa de uma pocilga, por mansões celestiais edificadas pelo Filho de Deus, o Redentor, em ruas de ouro (veja Apocalipse 21.18). É claro que estou usando, aqui, figuras (figuras bíblicas); a realidade da troca é muito mais magnífica! É esse amor divino que, mais do que todos os outros apontamentos possíveis pelo ensino da parábola, é intensamente retratado por Jesus. Vale a pena experimenta-lo, se você não o conhece de verdade; vale a pena desfrutá-lo intensamente, se você o desfruta timidamente…  

Sobre este assunto, um dos compositores norte-americanos se expressou com uma beleza singular; e o grupo “The Gaither Vocal Band” interpreta de maneira magistral, em execução que o nosso Áudio Player online te possibilita ouvir (com minha tradução 'muito' livre)…

THE LOVE OF GOD (1949)
O AMOR DE DEUS
Vesphew Benton "Vep" Ellis (1917-1988)

The love of God has been extended to a fallen race
O amor de Deus vem sendo estendido a uma raça caída
Through Christ, the Saviour of all men, there's hope in saving grace!
Por meio de Cristo, o Salvador de todo homem, há esperança na graça salvadora!

The love of God is greater far than gold or silver ever could afford
O amor de Deus é muito mais valioso que do que o ouro ou a prata possam comprar
It reaches past the highest star, and covers all the world!
Alcança muito mais do que a mais remota estrela, e cobre o mundo inteiro!

Its power is eternal, its glory is supernal
Seu poder é eterno, sua glória é superna
When all this earth shall pass away, there'll always be the love of God!
Quando todo este planeta fenecer, ainda haverá sempre o amor de Deus!

It goes beneath the deepest stain that sin could ever leave
Ultrapassa em muito a mais profunda mancha que o pecado jamais possa deixar 
Redeeming souls to live again who will on Christ believe!
Redimindo almas para reviver, aquelas que crerem em Cristo!

[Volta à 2ª e 3ª estrofes acima]

AudioPlayer online (controle de volume à direita)

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 215: “AVISO PRÉVIO”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 09 de Agosto de 2015

Há registros históricos que dão conta de que o texto que se segue foi usado, como aviso prévio de uma catástrofe que se deu setenta anos atrás: “Leia cuidadosamente isto, pois pode salvar sua vida, a vida de um parente ou amigo. Nos próximos dias, algumas ou até todas as cidades citadas no verso serão destruídas por bombas americanas… Estamos determinados a destruir todo o arsenal dos redutos militares usados para prolongar inutilmente esta guerra. Infelizmente, porém, bombas não têm olhos. Assim sendo, de acordo com nossa política humanitária, e sem querer ferir gente inocente, advertimos a evacuar as cidades citadas para que vidas sejam salvas…”.

 A catástrofe a que me refiro foi a destruição de Hiroshima e Nagasaki pelo primeiro (e único, até agora) uso de bombas nucleares em guerra. O aviso prévio teria sido dado em 1º de Agosto de 1945, uma ‘chuva’ de folhetos impressos, derramada sobre 33 cidades japonesas. As cidades permaneceram como estavam… Em 06 de agosto a bomba seria lançada sobre a cidade. Em mais três dias, seria a vez de Nagasaki…

 Aparentemente, o governo imperial japonês não contava com a realidade em potencial. A população, aparentemente também não… Centenas de milhares de japoneses foram mortos: em Hiroshima, cerca de 80 mil no mesmo dia, número que chegou a 150 mil com o tempo. O número de vítimas teria um aumento brutal com a segunda bomba, em Nagasaki.  Por estes dias, a humanidade lembrou, reverente, as vítimas das duas cidades. Isto, porque ainda há humanidade no planeta, para lembrar…

 Pense num outro ‘aviso prévio’ que se espalhou pelo mundo: “…relativamente a tempos ou épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo:’Paz e segurança’, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de modo nenhum escaparão” (I Tessalonicenses 5.1-3, ARA). Não está em panfletos, como os milhares que foram derramados do céu sobre as cidades japonesas na guerra. Está na Escritura Sagrada, a Palavra de Deus.

 Será que o efeito destruidor daquele dia será maior do que o de Hiroshima e Nagasaki? Certamente! Será que vai pegar mais gente despreparada? Certamente, muito mais! Será que este ‘aviso prévio’ merece mais atenção e credibilidade do que o dos panfletos aéreos sobre o Japão, na Segunda Guerra Mundial? Sim, com certeza: muito mais atenção séria e credibilidade indiscutível! Depois daquele evento do “Dia do Senhor”, não haverá humanidade por aqui, para contar história. 

 Hiroshima e Nagasaki, além de dezenas de outras cidades japonesas receberam seu ‘aviso prévio’, que parece não ter adiantado, parece não ter sido levado a sério… Eis que, agora, o mundo tem este outro ‘aviso prévio’. Não vale a pena ignorá-lo… Não é boa idéia desprezá-lo… Não é sensato olvidá-lo…  

 Um fato curioso de 1945: o imperador Hirohito pediu, em sua rendição, que pelo menos seu status imperial fosse preservado no Japão – e foi atendido! A propósito, deixe-me lembrar o que também nos adverte hoje, tirado de uma missiva do Rei dos Reis: “Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Apocalipse 3.11, ARC).  

A propósito, a nossa mensagem com música de hoje fala disto também. O autor já nos é conhecido: não faz muito tempo, usei numa das mensagens a sua composição "Meu Tributo", cantada em Português. Andrae Crouch, que foi transferido ao céu no início deste ano, captou a admoestação bíblica em relação ao tema acima mencionado, com propriedade e destreza. Ouça interpretação do coro  Heritage Singers, com nosso Player online, logo após a transcrição (traduzida) da canção. 

IT WON'T BE LONG (1972)
NÃO VAI TARDAR 
Andrae Edward Crouch (1942-2015)

It won’t be long, then we’ll be leaving here
Não vai tardar, e então vamos partir daqui 
It won’t be long, we’ll be going home!
Não vai tardar, estaremos nos dirigindo 'para casa'.

Count the years as months, and count the months as weeks
Conte os anos como meses, e conte os meses como semanas
And count the weeks as days, any day now : We'll be going home!
E conte as semanas como dias, e qualquer dia desses, então: estaremos nos dirigindo 'para casa'.
You look around the world today, you see trouble and heartache on every side
Você vê o mundo de hoje à volta, vê problemas e aflição por todo lado
But the Father says : Don’t worry! For I've called you by my Name, and you are mine…
Mas o Pai diz: Não se turbem! Pois vos chamei pelo meu Nome, e vós sois meus…
So, when the flames of affliction threaten to ravage your soul
Logo, quando as chamas da aflição ameaçam devastar sua alma
When the mighty waves of strife threaten to wash over that old ship of Zion
Quando as poderosas vagas de conflito ameaçam encobrir a nauzinha de Sião
Remember : that it won’t be long
Lembrem-se: Não vai tardar
For Jesus said – friends, I’m gonna leave you now
Pois Jesus afirmou – amigos, vou deixá-los agora
But just as sure as I’m leaving you, I’m coming back to receive you
Mas tão certo quanto os deixo, voltarei para recebê-los
And when he comes again this corruptible is gonna put on incorruption
E quando ele voltar, este corruptível vai se tornar incorruptível
This mortal is gonna put on immortality 
Este mortal vao se tornar imortal
For we shall be changed !
Porquanto nós seremos transformados!

We shall be like Him (3x) any day now : We’ll be going home !
Nós seremos à semelhança dEle (3x), qualquer dia desses: estaremos nos dirigindo para 'casa'.

It won't be long (it won't be long, it won't be long)
Não vai tardar… (não vai tardar, não vai tardar)
When we'll be leaving here (going home)
Quando nós partiremos daqui(indo para 'casa')
It won't be long (it won't be long, it won't be long)
Não vai tardar… (não vai tardar, não vai tardar)
We'll be going home (people, listen to us : it won't be long)
Estaremos indo para casa (pessoal, ouçam-nos: não vai tardar)
It won't be long (then we'll be leaving here)
Não vai tardar… (estaremos partindo daqui)
Then we'll be leaving here (you'd better be ready)
Então estaremos partindo daqui (é melhor que você esteja preparado)
It won't be long : we'll be going home!
Não vai tardar : estaremos indo para 'casa'!

AudioPlayer online (controle de volume à direita)

Abraços, boa semana !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br  
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

 

N° 214 : “QUEM TÁ FALANDO…”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 02 de Agosto de 2015

"Olha só quem tá falando!” Foi essa a exclamação de um apresentador de programa de rádio, outro dia, a respeito de determinada personalidade, diante do que disse esta. Num linguajar bem coloquial, é essa a frase típica eventualmente pronunciada por quem ouve um pronunciamento, e rejeita tal pronunciamento, por conta da suposta ausência de credencial de quem fala. Usualmente, acontece em casos de uma admoestação ou exortação, quando se lembra que quem pronuncia já tenha quebrado o princípio que reivindica.  Se o mentor já infringiu uma lei moral, é desqualificado para dar lição de moral… É como se pensa.

Por um lado, isto tem certo grau de verdade: é muito pertinente que os modelos de princípios (pais, professores, líderes religiosos, legisladores, etc…) sejam bons praticantes do que prescrevem, para não verem invalidadas sua autoridade, ante às prescrições. Mas, há um certo limite, e o repúdio não pode ser assim, tão rigoroso, generalizadamente: sob esta hipótese, não escaparia ninguém, a não ser Jesus, o Irrepreensível (Hebreus 4.15).

Pense comigo, por curiosidade: você sabe que há 150 salmos na Bíblia, certo? Você sabe que nem todos foram escritos por Davi, o rei de Israel, certo? Te socorro logo: segundo a compreensão majoritária, há certeza de que Davi escreveu pelo menos 73 dos 150 salmos; se passar disto, não é muito. Muito bem! Sabe-se que, a certa altura, cometeu ele dois graves pecados: adultério com Bate-Seba, mulher de Urias, e o homicídio indireto  de Urias, esposo de Bate-Seba, para encobrir o adultério, conforme os registros de II Samuel 11. As conseqüências, sem dúvida, foram gravíssimas. Pergunto: será que o Espírito de Deus ainda usou Davi para escrever salmos devocionais, ou salmos didáticos, depois desse lamentável episódio? Respondo, em dois termos: sim e, provavelmente, ainda com a maioria dos 73 que escreveu. O adultério de Davi com Bate-Seba ocorreu aproximadamente na metade do seu mandato real; é muito provável, porém, que o número de seus salmos, escritos após o episódio, tenha superado bem a metade. E, uma ouutra curiosidade interessante: tal como sugere Charles Spurgeon (1834-1892), o maior salmo, que concentra seu teor nas riquezas da Palavra de Deus – o Salmo 119 – parece ter sido escrito ao longo de toda a vida de Davi, “o diário real de Davi”– antes e depois do lastimável episódio.

Bem! O que quero dizer com isto? Que pecados devem ser ignorados, tolerados, ou subestimados? Não! Que os que detêm posições de relevância (pais, mestres, líderes religiosos, líderes civis, etc…) ficam à vontade em suas missões, mesmo se cometerem erros contra os quais pregam? Absolutamente, não! Mas, antes de repudiar o conselho de um pai, ou de uma mãe, o conselho de um líder ou de um mestre, pense duas vezes. Somos todos falíveis! Erros ocasionais, por conta das fragilidades humanas, não devem receber o mesmo rigor de julgamento que erros sintomáticos e contumazes. Jesus mesmo disse à mulher adúltera: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Então disse Jesus: Nem eu tampouco  te condenarei; vai, e não peques mais”  (João 8.10,11, BCF). Ninguém se iluda: a pergunta de Jesus – “ninguém te condenou?” – não significou ‘ninguém achou erro em ti?’, mas sim ‘ninguém executou a sentença cabível?’… Erro, indubitavelmente houve. Mas, Jesus, que era o único apto a executar a sentença condenatória, não a executou; os acusadores também não a puderam executar, por causa da cláusula –“Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” (João 8.7, NVI).

Se, além de Davi, Deus fosse considerar o passado de Pedro, Paulo ou vários dos outros personagens bíblicos, falíveis como nós (mas não contumazes, nem detratores da lei de Deus), não os teria usado como usou. Deus não nos dá pais perfeitos e infalíveis, mestres perfeitos e infalíveis, líderes perfeitos e infalíveis. Tampouco nós, sob a tendência de cobrar-lhes perfeição, jamais seremos perfeitos (aqui no mundo), quando estivermos investidos nas mesmas funções. Na fragilidade de cada um, procurando fazer o melhor, o mais sensato, o mais correto, diante de Deus, em face de suas responsabilidades por ele comissionadas, são passíveis de erros. A eles convém buscar sempre os reparos e o aprimoramento necessários.  Perfeito, só um, e está no céu! Assim sendo, antes de exclamar – “Olha só quem está falando!”, pense um pouco mais.  Para cada “argueiro” (do grego karphos, cisco de dimensões diminutas) em olhos alheios, pode haver uma “trave” (do grego dokos, palavra usada para grandes peças de madeira, usadas para vigas ou escoras de sustentação em edificações) em olhos próprios (conforme Mateus 7.1-5).

Uma mensagem musical expressiva, para terminar. Seu compositor foi prolífico: mais de mil composições, incluindo trinta e cinco cantatas. Encontra-se entre os compositores cristãos de maior sensibilidade musical e, como já dito, é um dos meus prediletos. A cena que ‘inspirou’ esta composição foi dupla: o olhar de Jesus a Pedro, quando este pecou, negando-o antes da crucificação, e o terno olhar de Jesus ao mesmo Pedro, quando, após a ressurreição, comissionou-o a apascentar suas ovelhas.

HIS WONDERFUL LOOK OF LOVE (1958)
SEU MARAVILHOSO OLHAR

John Willard Peterson (1921-2006) 

AudioPlayer online (controle de volume à direita)

Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:  
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional  

N° 213 : “PIB – RECESSIVO OU EXPANSIVO?”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 26 de Julho de 2015

O PIB brasileiro (PIB é a sigla de Produto Interno Bruto, a soma de toda a produção de bens e serviços da nação, neste caso) ficou, em 2014, em 0,1 por cento ‘positivo’ – praticamente estagnação. A saúde de uma economia nacional se mede, entre outros fatores, pela intensidade de um PIB expansivo, e não recessivo. Para 2015, porém, o resultado negativo já é questão de “favas contadas”; isto tem o nome de recessão. O que se esperava (e pregava) até poucos dias atrás era a recuperação da economia em 2016. Qual o que! Analistas econômicos, tanto independentes quanto do governo, já admitem que a recessão, tida como inevitável para 2015, se estenderá por sobre 2016. Seria a primeira vez de seqüência de dois anos consecutivos, desde 1930-1931. Naquela época, a “Grande Depressão” mundial (1929) ‘quebrou’ vários países. A expectativa para estes dois anos é tão séria, que tirou a ex-candidata Marina Silva do silêncio de seu recolhimento, para dizer em público: “Não se sacrifica o destino de uma nação para se ganhar uma eleição”!

Imaginemos que o cenário fosse o oposto: economia em franco crescimento, ganhos financeiros se elevando para todos os cidadãos, expectativa ainda mais promissora para o ano seguinte, otimismo geral… Na sua auto-avaliação, sua relação com Deus, com os preceitos da Sua Palavra, estariam se encaminhando para um nível melhor? A primeira tendência para se responder a esta pergunta é com um “sim”! Afinal, todos nós costumamos corresponder melhor, mais afetivamente, a quem nos agrada, nos presenteia, nos faz favores. Que enorme ilusão! Com Deus, costuma acontecer ao contrário: Se as coisas vão bem, se o bolso fica mais cheio, se as expectativas são mais otimistas, mais comum nos esquecermos dEle… Veja, para exemplo, o caso do povo de Deus no Antigo Testamento: foi livrado da escravidão em terra alheia, foi conduzido miraculosamente pelos obstáculos do caminho (como o Mar Vermelho), foi miraculosamente suprido com alimentos dia e noite, ganhou um fantástico sistema de aquecimento para o frio da noite no deserto, e um outro fantástico sistema de redução de calor para o escaldante sol do dia, entre outras tantas benesses… E como correspondeu? Com murmúrios, reclamações, frieza, indiferença, voltando suas costas para Deus. Que ter uma amostra? Leia o capítulo 2 do livro do profeta Jeremias…  

O exemplo que citei, de um povo que era predileto de Deus no seu tempo, não é caso único. Na parábola do semeador, Jesus ensina que as fascinações das riquezas e os cuidados do mundo sufocam a Palavra de Deus, que “fica infrutífera”(Mateus 13.22). E isto é universalmente comum. A Bíblia declara: “Pois onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração” (Lucas 12.34, NVI). Por outro lado, é notório que quando as coisas apertam, quando parece faltar o conforto, quando o que se come e se bebe parece não fartar, quando o que se veste no frio parece não aquecer, quando se torna necessário trabalhar mais para garantir os rendimentos (e, mesmo assim, parece que vazam pela carteira, e somem, na conta bancária), mais comum tendência é a de procurar a face de Deus. Poderia ser tudo ao contrário, mas não é…

Por este ângulo, quem sabe a recessão na qual já estamos mergulhados trará algum proveito útil? Poderá ser doloroso, é verdade, e seria nem eu vou negar que melhor seria evitar a dor… Mas, no meio da dor, proveito, valor! Valorizar a vida (ainda que sob apreensões), valorizar a saúde (ainda que carente de cuidados), valorizar os dons naturais da criação de Deus (ainda que tão mal cuidados), valorizar o trabalho (ainda que incerto)… Sobretudo, isto é, mais que os bens da vida natural, os bens da vida espiritual: valorizar a Deus, valorizar Seu Filho – Jesus Cristo, valorizar a redenção por ele conquistada, valorizar a vida eterna proposta, valorizar a Palavra de Deus, que de tudo isto nos ensina. 

Faço uma proposta: já quem é certo que teremos PIB (Produto Interno Bruto) econômico negativo por dois anos (pelo menos), segundo as predições que se anunciam, que tal aproveitar a ocasião para um outro, positivo? Um “PIB” duradouramente expansivo, tal como um “Programa Intensivo de Bíblia”?  “Buscai ao SENHOR e vivei, para que não irrompa na casa de José como um fogo que a consuma, e não haja em Betel quem o apague. Vós, que converteis o juízo em alosna e deitais por terra a justiça, procurai o que faz o Sete-estrelo e o Órion, e torna a densa treva em manhã, e muda o dia em noite; o que chama as águas do mar e as derrama sobre a terra; SENHOR é o seu nome” (Amós 5.6-8, ARA).  Te digo uma coisa: quanto maior for índice deste outro “PIB” que proponho, maior será a saúde espiritual de quem o adotar, com conseqüências benéficas, não apenas para esta  vida, mas para toda a eternidade. Ele significará uma relação saudável com a vida (mesmo que adversa), com a criação divina (mesmo que decadente) e, acima de tudo, com Deus!

Sejam como forem os dias que virão, convido a uma atitude similar à que proclama o profeta: “No dia da angústia descansarei, quando subir contra o povo que invadirá com suas tropas. Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas” (Habacuque 3.16-19, ACF).

Na canção de hoje, através do nosso Player online, o autor fala do avanço dos dias que a vida proporciona, cada um deles em crescente comunhão com o Senhor Jesus. Que anelo! Heritage Singers cantam para nós…

 THE LONGER I SERVE HIM (1965)
QUANTO MAIS O SIRVO
William James Gaither (1936…)   

Since I started for the Kingdom
Desde que comecei pelo Reino
Since my life He controls

Desde que Ele controla minha vida
Since I gave my heart to Jesus

Desde que dediquei meu coração a Jesus
The longer I serve Him

Quanto mais o sirvo
The sweeter He grows

Mais terno Ele se torna

The longer serve Him, the sweeter He grows
Quanto mais o sirvo, mais terno Ele se torna
The more that I love Him, more love He bestows

Quanto mais o amo, mais amor Ele proporciona 
Each day is like heaven, my heart overflows

Cada dia é como o céu, meu coração transborda
The longer I serve Him, the sweeter He grows.
Quanto mais o sirvo, mais terno Ele se torna

Ev'ry need He is supplying
Cada necessidade Ele vai suprindo
Plenteous grace He bestows

Plena graça Ele confere
Ev'ry day my way gets brighter

Cada dia meu caminho mais brilha
The longer I serve Him

Quanto mais o sirvo 
The sweeter He grows
Mais terno Ele se torna

AudioPlayer online (controle de volume à direita)

Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional  

N° 212 : “COLÍRIO

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 19 de Julho de 2015

Recente entrevista que ouvi pelo rádio alertava contra a negligência de número expressivo de cidadãos, quanto à possibilidade de ocorrência de doenças oculares. O oftalmologista citou glaucoma e catarata como exemplos, justificando a imperiosa necessidade de se proceder, quanto antes, exames médicos capazes de diagnosticar problemas e indicar tratamentos. “Quanto antes”, na linguagem do médico, foi mencionado com a adição de uma lembrança de Maquiavel.

Nicolau Bernardo Maquiavel (1469-1527) foi um filósofo, diplomata e músico de Florença, Itália. Notabilizou-se pela forma como um de seus pensamentos passou à história: “Os fins justificam os meios”. Suas obras, com destaque para “O Príncipe” (1513), lhe conferiram o renome de fundador da ciência política moderna. Entre suas máximas filosóficas, está o conselho de que se deve cortar o mal pela raiz. Foi este pensamento que o oftalmologista entrevistado lembrou, parafraseando Maquiavel: problemas de visão, como praticamente todos os males, são difíceis de diagnosticar e fáceis de curar, quando no início; porém, quando em estágios avançados, são fáceis de diagnosticar, e difíceis de curar…      

Talvez, fosse esse o problema de certo grupo de pessoas na antiga cidade de Laodicéia, ao final do primeiro século. Esse grupo se ufanava, com aquele sentimento típico de quem afirma – “Eu me basto”!  No entanto, o que eles ouviram, de quem efetuou o juízo mais legítimo no tocante à sua condição foi:“Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas” (Apocalipse 3.18, ARC). E o diagnóstico foi: “…nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Apocalipse 3.17, ARA).

Que colírio é este, capaz de curar até cegueira? Se consegue curar cegueira, certamente é eficaz também contra outras enfermidades oculares…  Hummmm! De fato, o texto usa figura de linguagem, e não trata especificamente das patologias da visão humana; antes, trata daquele tipo de cegueira que se manifesta por outros sintomas típicos: vacilação entre verdade e mentira, entre comportamentos justos e injustos, desdém diante de quem honestamente lhe aponta erros ou impropriedades, ouvidos moucos diante das verdades eternas, ou diante denúncia de carência de atitudes dignas aos olhos de Deus: a devoção, a santidade, a adoração verdadeira, o acolhimento do ensino de Sua Palavra…  Pessoas com a sensação de auto-suficiência moral e espiritual costumam sentir que em nada dependem de Deus. No máximo, podem até pensar que Dele  dependem, mas cabe a elas, exclusivamente a elas, escolher os dias (ou horas) em que Deus será admitido em suas vidas. Pensam que sabem tudo, enquanto lhes afeta uma flagrante ignorância; pensam que enxergam toda a realidade, enquanto lhes afeta um tipo de cegueira que pode lhes subtrair excelentes dotes da eternidade – até mesmo a própria convivência com Deus, naquela eternidade.

Devo dizer: o conselho do oftalmologista entrevistado, amparando-se em Maquiavel, vale especialmente para circunstâncias assim. Há deficiências mais fáceis de tratar, ainda que mais difíceis de diagnosticar, quando diagnosticadas mais cedo. É o caso, no campo dos valores espirituais. Você, que lê, acha que nenhuma deficiência na esfera espiritual tem para ser tratada, neste momento? Talvez, lá na frente, descubra que não deveria ter deixado passar tanto tempo, até socorrer-se do tratamento eficaz. Segundo a Bíblia, quem não anda sob a verdade do evangelho, anda em trevas, em cegueira completa; e quem diz andar sob o evangelho, mas coxeia entre dois caminhos, é como aquela gente de Laodicéia: “Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca” (Apocalipse 3.15,16, NVI). Chega de ser morno (ou morna); chega de faz-de-conta! É hora de encontro com a verdade…

O conselho adequado para hoje é o mesmo de outrora: adquiras o colírio, para ungir os olhos, para enxergar… E, sem esquecer do lembrete de Maquiavel (quer dizer, do oftalmologista): quanto mais cedo, melhor, porque mais eficaz será o tratamento. Se deixar para mais tarde, pode complicar muito mais. Que colírio é este? É a verdade do evangelho de Jesus Cristo, de sua redenção, de seus mandamentos, de seus ensinamentos. Ok! Para alguns, diagnóstico preciso, prescrição precisa… O que falta? Começar a usar o colírio. Diagnóstico correto, receita na mão não resolvem nada, se não for seguida a prescrição.

A mensagem musical de hoje toca neste assunto: “eu que era cego, agora posso ver”… Ouça, na voz do seu compositor, com o Grupo Elo.

AUTOR DA MINHA FÉ (1988)
Paulo Cezar da Silva (1952…) 

AudioPlayer online (controle de volume à direita)

Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br